Como incluir os riscos psicossociais no PGR (estrutura e o que documentar)
- A NR-1 exige o GRO e o PGR; os riscos psicossociais passaram a integrar o inventário de riscos com a Portaria MTE 1.419/2024.
- O PGR deve conter, quanto ao psicossocial: inventário de riscos, avaliação, plano de ação, responsável técnico designado e revisão periódica.
- A revisão deve ocorrer no mínimo a cada 2 anos.
- O diagnóstico da pesquisa é insumo do PGR: identifica e prioriza fatores, mas não substitui a análise técnica.
- A vigência da fiscalização punitiva foi prorrogada para 26/05/2026 pela Portaria MTE 765/2025.
O que a NR-1 pede em relação ao PGR
A NR-1, no Capítulo 1.5, estabelece o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). O PGR é o documento que consolida a identificação, a avaliação e o controle dos riscos da empresa.
Com a Portaria MTE 1.419/2024, os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT) passaram a integrar esse inventário de riscos, articulados com a NR-17. Ou seja, o risco psicossocial não é um documento à parte: ele entra na mesma lógica do PGR já existente.
O que o PGR precisa conter sobre riscos psicossociais
Para a parte psicossocial, o PGR deve documentar, de forma organizada:
1. Inventário de riscos psicossociais
É o levantamento dos fatores presentes na organização. O Guia do MTE (24/04/2025) exemplifica 13 fatores: assédio; baixa clareza de papel; baixa demanda (subcarga); baixa justiça organizacional; baixas recompensas; baixo controle ou autonomia; eventos violentos ou traumáticos; excesso de demandas (sobrecarga); falta de suporte; más relações; má gestão de mudanças; difícil comunicação; e trabalho remoto ou isolado.
O inventário deve registrar quais fatores foram identificados, onde (setores, funções, grupos) e com que intensidade.
2. Avaliação dos riscos
Aqui se analisa a probabilidade e a gravidade de cada fator, para priorizar o que tratar primeiro. Um questionário validado pode apoiar essa etapa, mas é apoio: não é obrigatório e não basta sozinho. A avaliação precisa de leitura técnica.
3. Plano de ação
Para cada risco priorizado, o PGR deve prever medidas concretas, com prazos e responsáveis. Exemplos genéricos: redistribuir carga de trabalho, esclarecer papéis e responsabilidades, criar canais de comunicação, estruturar canal de denúncia para assédio.
4. Responsável técnico designado
O trabalho precisa de validação técnica por profissional habilitado. Não há uma profissão única exigida por lei; o essencial é que haja um responsável designado que responda pela adequação técnica do que foi documentado.
5. Revisão periódica
O PGR, incluindo a parte psicossocial, deve ser revisado no mínimo a cada 2 anos, ou antes, sempre que houver mudanças relevantes na organização do trabalho.
Como o diagnóstico da pesquisa vira insumo do PGR
Uma pesquisa aplicada aos trabalhadores não é o PGR, mas alimenta o PGR. O caminho é este:
- A pesquisa coleta percepções sobre os fatores psicossociais.
- Os resultados são organizados por dimensão de risco, mostrando onde estão os pontos críticos.
- Esses achados entram no inventário de riscos, dando base para a avaliação.
- A partir da avaliação, define-se o plano de ação.
- O responsável técnico valida tudo e integra ao PGR.
A pesquisa, portanto, é a fonte de dados. Ela ajuda a enxergar o cenário e a priorizar, mas a decisão técnica e a responsabilidade legal continuam sendo da empresa e do profissional habilitado.
O que não fazer
- Tratar a pesquisa como se fosse o PGR pronto: ela é insumo, não o documento final.
- Prometer ou aceitar promessa de "conformidade garantida" só com questionário. Isso não existe.
- Deixar o plano de ação genérico e sem responsáveis ou prazos.
- Esquecer a revisão dentro do prazo mínimo de 2 anos.
Prazo de fiscalização
A Portaria MTE 765/2025 prorrogou a vigência para 26/05/2026. Até lá, a fase é educativa; a partir dessa data, a fiscalização passa a ser punitiva, com possibilidade de auto de infração. Documentar bem o PGR agora é a forma de chegar preparado.
Como o NR1 Já gera o insumo pronto para o PGR
O NR1 Já entrega justamente a etapa que costuma travar as empresas: transformar percepção em documento. Por R$89,90, você cadastra a equipe (a plataforma monta o organograma), dispara a pesquisa de 13 itens com alerta de assédio por e-mail e WhatsApp, e acompanha um dashboard de risco por dimensão. Ao final, recebe um relatório com o inventário de riscos psicossociais e um plano de ação sugerido, formatado para o responsável técnico revisar e integrar ao PGR.
Assim, a empresa chega ao responsável técnico com o trabalho já estruturado, em vez de uma pilha de respostas soltas.
Perguntas relacionadas
O que o PGR precisa conter sobre riscos psicossociais?+
Inventário de riscos psicossociais, avaliação dos fatores, plano de ação com prazos e responsáveis, responsável técnico designado e revisão periódica, no mínimo a cada 2 anos.
A pesquisa aplicada aos funcionários já é o PGR?+
Não. A pesquisa é insumo: ela identifica e prioriza os fatores de risco, mas o PGR exige avaliação técnica, plano de ação e validação por profissional habilitado. A responsabilidade legal é da empresa.
Com que frequência preciso revisar o PGR psicossocial?+
No mínimo a cada 2 anos, ou antes disso sempre que houver mudanças relevantes na organização do trabalho.
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